 | |  |  |  | | Em 2006, 22 mulheres uniram-se para formar o Núcleo de Confecção Rural |
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 | |  |  |  | | Com o curso de Costura Industrial as empreendedoras foram capacitadas a trabalhar com máquinas industriais |
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| Patrícia Masan
- Goiânia
"Quem disse que mulheres rurais devem apenas mexer com a terra e se expor ao sol?". A frase de Marília Luz Teixeira de Morais, trabalhadora rural de 39 anos, coloca uma reflexão social em questão. É num pequeno empreendimento rural, em Silvânia (GO), no distrito da Boa Vista dos Macacos, distante a 86 quilômetros da capital goiana, que ela acorda todos dos dias, as 4h30, para tirar leite e fazer comida para mais um dia de lida no campo. Mas, desde o dia 13 de março, sua rotina foi alterada. Agora, ela participa de um curso profissionalizante de Costura Industrial. "É cansativo, mas muito gratificante. Estou vivendo um sonho que se torna realidade", comemora.
Em busca de uma vida melhor, em 2006, Marília uniu-se a mais 21 mulheres para formar o Núcleo de Confecção Rural. Hoje, após um ano de trabalho e parcerias, elas colhem os frutos do que plantaram. "O dia-a-dia de pequeno agricultor é bem diferente do grande fazendeiro. Então, pensava: 'precisamos fazer alguma coisa para competir no mercado'. Parecia um delírio, mas sabia que a maioria das mulheres gostava de costurar. E assim o sonho foi ganhando força e hoje é uma realidade", conta a líder.
Segundo Marília, no começo a idéia de trocar a enxada por máquinas de costura estranhou muitos. "A maioria das pessoas tem uma idéia de que desenvolver projetos na zona rural é plantar mandioca ou criar gado. Está errado. Temos muito mais capacidade do que isto. Além do mais, temos que criar novas ferramentas de trabalho e alternativas de renda para continuar a vida no campo. E foi pensando desta forma que conseguimos o apoio do Sebrae e conseguimos levar o Projeto Empreender para a nossa região", diz.
Maria Cristina de Oliveira, instrutora do Senai, afirma que as empreendedoras vão terminar o curso sabendo o básico da costura. "Elas aprenderam a manusear as máquinas industriais como a overlock e a galoneira, que são diferentes das domésticas. No curso elas montaram bermudas, camisas, camisetas, saias, calcinhas e cuecas infantis. A maioria delas teve muita facilidade. Posso afirmar que, elas estão capacitadas para entrar no mercado de trabalho", revela.
O Empreender tem como consultora local a administradora Mara Santos que, desde a formação do Núcleo, atua no projeto. "É uma verdadeira indústria instalada no local para a formação destas profissionais. Boa Vista dos Macacos poderá ser destaque estadual devido à originalidade do Núcleo. Ainda não se conhece no Brasil nenhuma ação empresarial no ramo de confecção rural, como bem colocou uma das integrantes. Esta ação, que trará uma renda diversificada às mulheres rurais desta localidade, foi possível através de parceiros como a Associação Comercial, Prefeitura local, Federação das Associações do Estado de Goiás (Facieg), o Sebrae em Goiás e o Senai", orgulha-se.
Com o apoio do Sebrae em Goiás, o grupo participou de uma missão empresarial no município de Jaraguá (GO). Lá as mulheres do Núcleo tiveram a oportunidade de ampliar conhecimentos sobre o funcionamento de diversas confecções e lavanderias. Já o curso de Costura Industrial tem carga horária de 150h e termina nesta quarta-feira (4/04).
Serviço: Curso de Costura Industrial – Núcleo de Confecção Rural Encerramento: dia 4/04 – Distrito da Boa Vista dos Macacos - Silvânia (GO) Consultora do Empreender em Silvânia: Mara Santos: (62) 9969-4985 Agência Sebrae de Notícias (ASN Goiás): (62) 3250-2268
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