 | |  |  |  | | Gilmar Alves: região que detém a maior produção de grãos e agora se desponta como grande produtora de bioenergia |
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 | |  |  |  | | Carlos Alberto Guimarães: aspectos como organização, planejamento, qualidade e quantidade são fundamentais |
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| José Antônio Cardoso e Wilson Lopes
- Quirinópolis / Palmeiras (GO)
Goiás não será mais o ‘fim da linha’ da Ferrovia Norte-Sul. Previsto inicialmente para descarrilar em Senador Canedo, na região metropolitana de Goiânia, o projeto da ferrovia recebeu uma ‘esticadinha’ e agora vai desembocar em Estrela d’Oeste, em São Paulo, atravessando as regiões sul e sudoeste de Goiás, onde estão importantes municípios produtores de riquezas, como Aparecida do Rio Doce, Cachoeira Alta, Caçu, Campestre, Indiara, Jandaia, Jataí, Maurilândia, Paranaiguara, Quirinópolis, Rio Verde, Santa Helena, São Simão e Turvelândia. A extensão terá investimentos de R$ 2,5 bilhões, segundo José Francisco das Neves, o Juquinha, presidente da Valec – Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., empresa pública responsável pela obra O traçado inicial da Norte-Sul previa a construção de 1.550 quilômetros de trilhos, cortando os Estados do Maranhão, Tocantins e Goiás. A lei federal 11.297 incorporou o trecho Açailândia-Belém, elevando o percurso total para 1.980km de extensão. Com a interligação com Estrela d´Oeste, a Norte-Sul passará a ter conexões com outros 5 mil quilômetros de ferrovias privadas, possibilitando a ocupação econômica e social do Cerrado brasileiro (área de 1,8 milhão de km2 , correspondendo a 21,8% do território do País, onde vive 15,5% da população). Para Juquinha, a Norte-Sul oferecerá uma logística adequada à concretização do potencial de desenvolvimento das regiões, fortalecendo a infra-estrutura de transporte necessária ao escoamento da produção agropecuária e agroindustrial. “Diferentes ramos de negócios contribui para o aumento da renda interna, distribuição da riqueza nacional, geração de divisas e abertura de novas frentes de trabalho, a diminuição de desequilíbrios econômicos entre regiões e pessoas, resultando na melhoria significativa da qualidade de vida da população da região”, afirma. Segundo Juquinha, com a ferrovia os produtos brasileiros podem chegar à Ásia diminuindo o tempo em até 45 dias, reduzindo custo de frete, tirando a carga pesada das estradas, e economizando com manutenção nas rodovias. O trecho Uruaçu/Anápolis (280 quilômetros) está em execução, devendo ser concluído até o final deste ano. Para o governador Alcides Rodrigues, que afirmou que Goiás representa 3% do PIB nacional e está entre os 10 Estados mais competitivos do Brasil, “a ferrovia deve acelerar estes números rapidamente, alavancados pelas exportações e pelo avanço da ciência e da tecnologia". MPE abre caminho no Sudoeste A extensão Sul da via férrea terá início a partir de agosto deste ano no Sudoeste de Goiás, com previsão de término da construção até o final de 2012, o que deve gerar oportunidades de negócios em áreas diversas na região. Dentre os negócios a serem gerados, destaque para a venda de matérias-primas como madeira, brita, areia, cascalho, cimento e outros produtos, bem como a prestação de serviços nas mais diferentes áreas. Também está prevista a contratação de 14 mil trabalhadores para a construção das obras. Todas essas oportunidades de negócios foram mostradas durante os Encontros de Negócios da Ferrovia Norte-Sul em cidades do Sudoeste goiano, reunindo s empresários, potenciais empreendedores, lideranças empresariais e políticas. Em Quirinópolis, cerca de 500 pessoas participaram do Encontro de Negócios organizado pela Valec, Governo de Goiás (Seplan/GO) e Goiás Parcerias. Na oportunidade, o assessor técnico da Presidência da Valec, Josias Gonzaga, anunciou que o município vai abrigar um pátio de carregamento de cargas, com implantação de infra-estrutura para o embarque e desembarque, armazenamento, ordenamento e reembarque de mercadorias, podendo se transformar no futuro em grande polo industrial, já que muitas empresas acabam utilizando esses espaços para implantarem complexos produtivo, aproveitando a logística que a ferrovia proporciona, integrada com rodovias e outros modais de transporte. Carlos Alberto Guimarães, diretor técnico do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae em Goiás) lembrou ser necessário que os empresários se preparem para vender produtos e serviços para as empreiteiras que vão construir a extensão da Norte-Sul. “Aspectos como organização, planejamento, qualidade e quantidade são fundamentais, e, nisso, o Sebrae goiano é parceiro apto a oferecer informações aos empreendedores, desde a elaboração de bons projetos, passando pela prospecção de negócios e a gestão profissional dos mesmos”, explicou. Para o prefeito de Quirinópolis, Gilmar Alves da Silva, o Sudoeste de Goiás justifica a chegada da Ferrovia Norte-Sul, pois “é a região que detém a maior produção de grãos e agora se desponta como grande produtora de bioenergia, onde se instalam grandes projetos de produção de etanol. Com isso, a ferrovia fundamental para assegurar maior competitividade aos produtos.” Gilmar defendeu a instalação de uma plataforma ferroviária no município, cujas cargas devem se concentrar nos segmentos de biocombustíveis, fertilizantes e grãos, além de cargas gerais. O prefeito, que aprovou a Lei Geral Municipal da micro e pequena empresa (MPE) em Quirinópolis, garante estimular os empreendedores locais a aproveitar as oportunidades advindas da Norte-Sul. O Encontro de Negócios da Ferrovia Norte-Sul também foi realizado na cidade de Palmeiras de Goiás, onde o superintendente do Sebrae no Estado, João Bosco Umbelino dos Santos, levou informações sobre o que a entidade pode fazer para estimular o desenvolvimento das MPE na região. “Devemos oferecer ajuda aos empresários na elaboração de projetos, treinamentos gerenciais, planejamento e prospecção de novos negócios”, observou. João Bosco também apresentou atividades que podem se beneficiar da construção da ferrovia no Sudoeste goiano: “Venda direta de uniformes, materiais de construção, prestação de serviços em escritório, laboratório de solos, saúde, alojamento, alimentação, recreação, transporte, terraplanagem e drenagem”. (Com informações Seplan/GO) Serviço: Encontro de Negócios sobre a Ferrovia Norte-Sul Quirinópolis e Palmeiras Agência Sebrae de Notícias (ASN Goiás): (62) 3250-2268
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